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Nós temos 1 visitante online| O Pardal e o Chapinha |
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Já se disse que a literatura não é feita de bons sentimentos. Pode ser. Mas o grande desafio de quem escreve para crianças é fazer, sim, literatura com bons sentimentos. Luciano Sheikk consegue isso de maneira muito bonita com sua história sobre passarinhos, mentiras, astúcia e velhice. Talvez o que estrague uma literatura “edificante”, “boazinha”, “educativa” – e quantos livros infantis não merecem esses adjetivos?—não seja o ensinamento que pretendem transmitir, e sim a falta absoluta de verdade, de sinceridade, que os acompanha. No caso de “O Pardal e o Chapinha”, impulsos de generosidade, idéias morais sobre o honesto e o inautêntico, não surgem de modo forçado na história, nem levam o narrador a pintar os personagens de um jeito mais bonito do que são. Dois meninos querem ganhar dinheiro vendendo um reles pardal como se fosse um canário. A atitude não é das mais corretas, mas Luciano Sheikk encarrega a própria narrativa de consertar as coisas. E, o que é mais importante, tudo se conserta sem punição nem moralismo. Aposta-se na capacidade que os seres humanos (e os passarinhos) têm de modificar-se a si mesmos, por si mesmos, por obra de sua própria liberdade –mesmo que estejam presos, como pássaros, na gaiola do que são. Essa aposta, creio eu, é a de toda literatura realmente boa, sejam quais os sentimentos que pretenda expressar. Marcelo Coelho
Meu caro Luciano, Li seu texto e gostei muito. É sensível, humano e muito bem escrito... Grande abraço do Moacyr Scliar =============================================== O Pardal e o Chapinha consiste numa narrativa sutil e poética sobre a natureza e a própria condição humana. Com uma linguagem ao mesmo tempo diáfana e reflexiva, Luciano Sheik conta a história de Paulinho, um garoto ambicioso, que desejava ganhar dinheiro com a venda de um passarinho.
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