Lançamento/Agenda

 

Já se disse que a literatura não é feita de bons sentimentos. Pode ser. Mas o grande desafio de quem escreve para crianças é fazer, sim, literatura com bons sentimentos. Luciano Sheikk consegue isso de maneira muito bonita com sua história sobre passarinhos, mentiras, astúcia e velhice. Talvez o que estrague uma literatura “edificante”, “boazinha”, “educativa” – e quantos livros infantis não merecem esses adjetivos?—não seja o ensinamento que pretendem transmitir, e sim a falta absoluta de verdade, de sinceridade, que os acompanha. No caso de “O Pardal e o Chapinha”, impulsos de generosidade, idéias morais sobre o honesto e o inautêntico, não surgem de modo forçado na história, nem levam o narrador a pintar os personagens de um jeito mais bonito do que são. Dois meninos querem ganhar dinheiro vendendo um reles pardal como se fosse um canário. A atitude não é das mais corretas, mas Luciano Sheikk encarrega a própria narrativa de consertar as coisas. E, o que é mais importante, tudo se conserta sem punição nem moralismo. Aposta-se na capacidade que os seres humanos (e os passarinhos) têm de modificar-se a si mesmos, por si mesmos, por obra de sua própria liberdade –mesmo que estejam presos, como pássaros, na gaiola do que são. Essa aposta, creio eu, é a de toda literatura realmente boa, sejam quais os sentimentos que pretenda expressar.

 

Marcelo Coelho

Escritor, Jornalista e membro do conselho editorial da Folha de São Paulo

 

 

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Luciano, a minha irmã leu o seu livro para a escola. Aquele livro nos deu um grande ensinamento.
Parabéns pelo que faz, levando a cultura e a história para as crianças.

Júlia Castro, em 28 de junho de 2010
 

 

FELICA: FESTIVAL DE LITERATURA DE CATAGUASES

Na praça Chácara D. Catarina foi representada uma peça adaptada do livro “Sossego: o rato que queria ser morcego”, do escritor Luciano Sheikk, que também esteve presente conversou com os presentes na Casa de Leitura.

Todos que passavam pela praça paravam para assistir ao belo trabalho dos jovens atores da cidade de Ponte Nova, da Cia Teatro do Bolso.

 

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FELICA 2011

 

 

http://www.cataguasesviva.com/felica

 

 

 

 

 

 
DUÍLIO GOMES SE FOI

Uma perda irreparável para a literatura, para os amigos e para a família.

Com muita tristeza e um vazio enorme registro que Duílio Gomes nos deixou em 5 de novembro.

GranDuílio, assim passei a chamá-lo e ele gostou, suas obras serão para sempre, dentro e fora das páginas.

 

 

Duílio Gomes, Antônio Barreto, Ronald Claver e Luciano Sheikk na Bienal de Minas em maio de 2010.

 

 

 
JOVENS PARA SEMPRE NO MAGNUM AGOSTINIANO

O livro Jovens Para Sempre, cuja tereceira edição acaba de ser impressa, foi indicado para leitura no mês de abril aos alunos do 9o. ano do Colégio Magnun Agostiniano, do bairro Buritis em Belo Horizonte, com a justificativa:

Esse livro é um romance de formação, fundado sob o signo do dinamismo, da referência ética. A obra mostra que estudar não é apenas adquirir um diploma ou estar apto a receber um diploma, mas é melhorar e refazer-se intelectualmente, afetivamente, socialmente e culturalmente. Em meio a essa reflexão, o aluno pensará também sobre o tema transversal a ser trabalhado no Colégio neste ano: “Cuidar de mim para cuidar de todos”.

 

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